sábado, 11 de outubro de 2008

Crescendo...

Seguindo a ordem lógica temos, depois do nascimento, o crescimento. Este pode ser caracterizado em diversas esferas: biológico, espiritual, material, sentimental... Entretanto, quando se é um bebê, não se tem uma visão clara do mundo, e do que significa toda essa experiência nova. Depois de ficar nove meses em gestação, a mãe dá a luz a um filho que, subitamente, deve respirar e se alimentar por conta própria (entenda-se de maneira ativa).

Não é uma tarefa fácil. Além do mais, tudo que o bebê enxerga na vida é novo, pois nada foi visto antes. Como em "O Mundo de Sofia", se um bebê vê seu pai voando, não considera aquilo um fato extraordinário; porque não está acostumado com a lei da gravidade. Da mesma maneira, uma pessoa (e aí não estamos falando de criança) nunca deve virar as costas para eventos que a possa encantar de um jeito ou de outro. Não se deve perder o encanto pela vida.

Justamente aí que mora o perigo: se amadurecer é necessário, também pode ser uma prisão, um caminho sem fim, que leva ao ceticismo e à mesmice. Ser maduro e bom, mas sempre ser surpreendido pela vida é algo extraordinário. E fazer isto não é muito difícil: basta olhar a natureza.

Quantas vezes você acordou, olhou para fora da janela do quarto e se perguntou: como isso tudo é tão perfeito, e como conseguiu atingir este estágio? Muito provavelmente bem menos do que as vezes que acordou irritado com o barulho do despertador.

É nosso dever crescer, mas sem perder o encanto pela vida. Algumas mudanças são inevitáveis, como a voz, o desenvolvimento corporal, e a paixão; outras devem ser evitadas de maneira voraz: a rotina, o tédio e a indiferença.

Experimentar o novo é crescer; mas faça-o com responsabilidade.

Nenhum comentário: