terça-feira, 14 de outubro de 2008

Adolescência... (Parte 1)

Eis a fase mais complicada de todas: A adolescência.

O que é um adolescente? Resposta padrão: Alguém velho demais para ser criança ou novo demais para ser adulto. Não se pode brincar na gangorra do parquinho nem na balada. É grandinho demais para assistir Pokemon e criança demais para ter carro.

A crise existencial é absolutamente aceitável. Afinal, subitamente você se vê com alguns centímetros a mais (sim, pode-se até entender com duplo sentido essa frase), alguns comportamentos anômalos no corpo. Os homens ficam com aquela voz patética de bexiga esvaziando, as meninas começam a se estressar em intervalos regulares de tempo (mensais) sem explicação clara aparente.

Mas o principal sintoma (se não síndrome) do adolescente é uma palavra, apenas uma, que para muitos significa a glória; algo que não fazia diferença quando se é criança, mas que quando observado em adultos inveja de maneira assustadora: a Liberdade.

Adolescente não é livre (os adultos têm condições de os controlarem de uma maneira ou de outra). O adolescente é livre (pode fazer coisas que não fazia quando criança). Que dilema.

O conceito de liberdade é muito vago, e varia muito dependendo do núcleo social no qual se está inserido. Entenda-se núcleo social baseando principalmente na família e nas regras por ela impostas. Liberdade pode ser poder ir onde quiser sem ser perturbado. Pode ser fazer coisas (muitas vezes insanas) sabendo das conseqüências mas não se limitando por elas. Pode ser poder dar opinião sobre todo e qualquer assunto sem se preocupar demasiadamente com outros fatores relacionados ao que se está falando.

Entretanto, a principal ferramenta (na minha humilde opinião) para se obter a liberdade á a argumentação. Saber falar o que quer é essencial; e mais essencial ainda é saber apoiar sua própria idéia. E, aqui, caimos invariavelmente na questão da educação: so ela tem o poder de fornecer argumentação ao indivíduo. Somente que tem base sabe saber o que quer.

Um grande poder de argumentação implica em segurança de si próprio; e uma pessoa segura é uma pessoa madura. Como a adolescência é, por si só, uma fase de amadurecimento (aceleradíssimo por sinal, com período imposto inclusive pela sociedade), feliz será quem souber argumentar suas próprias idéias. Ser livre é, além de saber o que quer, saber falar porque quer!

Se você achou essa idéia absurda faça um teste: pegue algum conhecido, adolescente, e que você julgue um tanto quanto imaturo e pergunte à ele sobre Che Guevara. Bem provavelmente essa pessoa irá dizer que ele era um cara muito corajoso que foi pra Cuba se esconder na floresta para derrubar o poder. Em seguida pergunte à essa pessoa onde ela ficou sabendo disso. Também muito provavelmente ela vai dizer que foi de alguns amigos e conhecidos. A verdade é que 50% desses adolescentes vão achar que o Che Guevara era cubano (e hão de teimar que ele era primo do Fidel Castro), uns 60% vão falar que ele veio de família pobre. Nada quem gosta das ideologias pregadas por Che Guevara (por métodos um tanto quanto tortos, em minha singela opinião), mas para saber argumentar, é preciso primeiro saber.

*Se ficou com dúvida, visite este site para saber alguma coisa sobre o Ernesto (Nome do dito cujo)

Amanha a saga da adolescência continua, pois precisaremos de umas 3 ou 4 partes para isto.

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